23 outubro
L’infanzia a Omegna
Gianni Rodari nasce il 23 ottobre 1920 a Omegna sul Lago d’Orta in cui i genitori originari della Val Cuvia nel Varesotto si trasferiscono per lavoro. Gianni frequentò ad Omegna le prime quattro classi delle scuole elementari. Era un bambino con una corporatura minuta e un carattere piuttosto schivo che non lega con i coetanei. È molto affezionato al fratello Cesare mentre a causa della notevole differenza di età è poco in confidenza con il fratello Mario.
Il padre Giuseppe fa il fornaio nella via centrale del paese e muore di bronco-polmonite quando Gianni ha solo dieci anni. In seguito a questa disgrazia la madre preferisce tornare a Gavirate il suo paese natale.
Per saperne di piú http://www.giannirodari.it
Gianni Rodari nasce em Omegna, província de Novara, na região do Piemonte, em 23 de outubro de 1920. Em 1929, aos 9 anos, em conseqüência da morte do pai (padeiro, morto de broncopneumonia, sete dias após ter salvo um gato durante um temporal) transfere-se com sua mãe e seu irmão para Garivate, província de Varese, na região da Lombardia. Omegna e Garivate são vilarejos próximos, porém pertencem a regiões diferentes: este deslocamento logo na primeira infância lhe permite declarar-se piemontês ou lombardo, ao sabor da ocasião. Em 1937, no Instituto de Magistério Manzoni de Varese, obtém o diploma de professor primário. No ano seguinte trabalha durante seis meses em Cascina Piano, província de Sesto Calende, como instrutor na casa de uma família de judeus foragidos da Alemanha. Em 1938 inscreve-se na Faculdade de Letras da Universidade Católica de Milão, mas, depois de algumas provas, abandona o curso. Durante o ano escolar de 1939- 1940 dá aulas. Quando a Itália entra na Guerra, é dispensado por motivo de saúde.
Em 1941 passa em um concurso para professor em Uboldo (Saronno) e é assim que ele descreve, em seu livro Grammatica della Fantasia, esse período:
Io allora, ripartiti i miei ebrei in cerca di un’altra patria, insegnavo nelle scuole elementari. Dovevo essere um pessimo maestro, mal preparato al suo lavoro e avevo in mente di tutto, dalla linguistica indo-europea al marxismo …; avevo in mente di tutto fuor che la scuola. Forse, però, non sono stato un maestro noioso. Raccontavo ai bambini, un po’ per simpatia un po’ per voglia di giocare, storie senza il minimo riferimento alla realtà né al buonsenso, che inventavo servendomi delle ‘tecniche’ promosse e insieme deprecate da Breton.
“Eu, ao partirem os meus judeus à procura de uma nova pátria, dava aulas na escola primária. Devia ser um péssimo professor, pouco preparado para o trabalho, com a cabeça repleta de idéias que iam da lingüística indo-européia ao marxismo (…), eu tinha a cabeça repleta de idéias, exceto daquelas relacionadas à escola. Todavia, acho que não fui um professor maçante. Contava às crianças, um pouco por simpatia, um pouco pelo prazer da brincadeira, estórias sem a mínima referência à realidade ou ao bom senso, estórias que inventava servindo-me das ‘técnicas’ inventadas e, ao mesmo tempo, desdenhadas por Breton”
Em 1943 é chamado a servir o exército e mandado ao Hospital de Baggio em Milão. É quando se aproxima de militantes comunistas e no ano seguinte, logo após ter se filiado ao PCI (Partido Comunista Italiano), entra na clandestinidade. Começa a sua atividade como jornalista e escritor durante os anos da liberazione italiana: durante dois anos dirige L’Ordine Nuovo, revista da Federação comunista de Varese, depois passa à redação do jornal L’Unitá em Milão. De 1948 a 1950, dedica-se a produções infantis jornalísticas (“La Domenica dei Piccoli”, “Il Novellino del Giovedí”, “Il libro dei perché”, “La posta dei perché”), e literárias (Il libro delle filastrocche, Il treno delle filastrocche, Il romanzo da Cipollino e Il viaggio della Freccia Azzurra). Em 1950, transfere-se para Roma para dirigir a revista infantil Pioniere.

Extrato interessante do texto: Expressões idiomáticas em Rodari: subsídios para a elaboração de um dicionário bilíngüe (italiano – português) de Alessandra Paola Caramori. Aqui o link para baixar o PDF na integra> Gianni Rodari

(Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Semiótica e Lingüística Geral do Departamento de Lingüística da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, para a obtenção do título de Doutora em Letras) 
